"EU E MINHA PROFISSÃO" *
 

     Os assuntos de interesse dos profissionais do Direito e da Justiça são normalmente discutidos em eventos científicos ou reuniões corporativas. Fala-se, então, na terceira pessoa para indicar instituições, órgãos e pessoas. Essa é a rotina dos trabalhos com os quais se aprimoram estudos, pesquisas e atividades forenses.

    Mas assim não ocorreu com a sessão de abertura da VII Jornada de Estudos Jurídicos da Justiça Federal, promovida de 4 a 8 de novembro pela Seção Judiciária do Paraná, Associação Paranaense de Juízes Federais (APAJUFE), Escola da Magistratura Federal do Paraná e os patrocínios da Caixa Econômica Federal do Paraná.

    Para o programa da Jornada foram selecionados temas da maior atualidade e relevo como Novas alterações do Código de Processo Civil, Os direitos fundamentais sociais e a criação do Direito pelo Judiciário, Tribunais Internacionais e Olhos ao Meio Ambiente. As exposições e debates tiveram a presença de magistrados, professores e especialistas.

    A noite de abertura marcou a inauguração do auditório do novo prédio da Justiça Federal em Curitiba e um painel absolutamente inovador nos encontros dessa natureza. Os coordenadores do evento, Juízes Federais Márcio Antônio Rocha e José Antonio Savaris, escolheram o tema Eu e minha profissão, história da vocação. E para prestar esses depoimentos pessoais compareceram o Ministro Milton Luiz Pereira, do Superior Tribunal de Justiça, o Subprocurador Geral da República, Cláudio Lemos Fonteles e o Advogado Eduardo Augusto Muylaert Antunes, ex-Presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.

    Foram testemunhos de vidas dedicadas ao magistério, ao Ministério Público e à advocacia, sob a presença do Desembargador-Federal Vilson Darós e de um qualificado público de estudantes e profissionais.

    Muito mais que simples histórias individuais, os oradores demonstraram – com sentimentos e palavras – porque se notabilizaram em suas atividades específicas.

    O evento foi encerrado pelo Presidente da APAJUFE, Friedmann Wendpap, que deu o toque de resistência democrática ao lembrar do ex-Governador Franco Montoro e do movimento do qual também participou - as "diretas já" – que empolgou o País e marcou a volta dos comícios nas praças e nas ruas.

* artigo publicado no jornal "O Estado do Paraná", caderno "Direito e Justiça" de 17.11.2002.