A NOVA CASA DA OAB-PR

            No início de minha advocacia, a sede paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (Rua Cândido Lopes, 146) se confundia, pela referência do prédio, com o escritório do professor José Rodrigues Vieira Neto. Lembro que trabalhavam com ele valorosos e fraternos profissionais: Eduardo Rocha Virmond, Izaurino Gomes Patriota, George Bueno Gomm e Luiz Gastão Lopes Borio. Os espaços físicos se situavam em andares diferentes e a área dos advogados era bem maior que os gabinetes e salas da corporação. No entanto, havia um traço comum: era a presença física permanente do notável bâtonnier, Vieira Netto. O escritório do professor e a casa da Ordem tinham, na minha perspectiva de advogado iniciante, vínculos que identificavam o exercício ético da banca e a luta pelos direitos e garantias profissionais.

            Passados os anos, ampliadas extraordinariamente as habilitações, criadas 48 subseções e multiplicadas as atividades do órgão de classe, surge o novo endereço, inaugurado na última quarta-feira, dia 19. O edifício tem 4.778 metros quadrados de área construída na Rua Brasilino Moura, 253. E num generoso ponto da cidade: à margem da ciclovia que liga o Bosque do Papa ao Parque São Lourenço.

            “A nova sede é uma grande conquista dos advogados paranaenses”, afirma o presidente Manoel Antonio de Oliveira Franco, que tem cumprido um fecundo mandato. O seu dinamismo e a sua dedicação à entidade lembram o desempenho de Vieira Neto e outros dirigentes que, além do zelo funcional quanto às atividades cotidianas, revelaram a face heróica da luta pelo Estado de Direito Democrático, pelas instituições e projetos literários da sociedade civil, pelas prerrogativas profissionais, sem prejuízo do atendimento da rotina burocrática.

            A sede mantém o nome Presidente Accioly Neto, homenagem já deferida antes da mudança. A edificação tem estilo clássico, com detalhes arquitetônicos contemporâneos.

            Os advogados paranaenses, os colegas visitantes de outros Estados e países e os cidadãos em geral, devem render um preito de gratidão ao bâtonnier Manoel Antonio de Oliveira Franco, seus antecessores na presidência, diretores e conselheiros pela efetivação desse antigo projeto.

            Esta é mais uma obra que fica na história de uma gestão fértil de boas realizações.

* artigo publicado no jornal "O Estado do Paraná", caderno "Direito e Justiça" de 23.07.2006.